Apocalipse 13 é um capítulo extenso e repleto de nomes e figuras simbólicas. São muitos detalhes e dados históricos, por isso este estudo será dividido em duas partes. Neste primeiro, vamos tratar até o versículo 11, e no posterior até o fim do capítulo. A palavra “besta” é muito utilizada neste capítulo e para não dar margem a especulações, sua identidade está revelada em Daniel 7:17. Besta significa um poder dominante – civil ou eclesiástico. Todos os detalhes, como veremos, enquadram-se perfeitamente na história de dois poderes. Apocalipse 12:18: “E o dragão parou sobre a areia do mar.”
É ali que a terra e o mar se encontram. Este capítulo descreve duas bestas, uma que vem do mar e outra que vem da terra.
Apocalipse 13:1: “Eu vi subir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia.”
Apocalipse 13:2: “A besta que vi era semelhante ao leopardo e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão. O dragão deu-lhe o seu poder, o seu trono e grande autoridade.”
Em profecia, as águas do mar simbolizam “povos e multidões” (Ap 17:15) e besta, como já dissemos, é símbolo de poder dominante – civil ou eclesiástico (Dn 7:17). O profeta viu levantar-se dentre as nações um poder que sobre elas exerceria o seu domínio. E tudo, em cada detalhe desta revelação, demonstra que essa besta não é um poder civil e sim eclesiástico. Certos pormenores não deixam dúvida de que se trata de Roma papal, como sucessora de Roma pagã.
Leopardo, urso e leão são imagens que já vimos em Daniel 7, quando o profeta descreveu a história política do mundo, ainda por vir. Primeiro o leão (Babilônia), depois o urso (Pérsia), a seguir o leopardo (Grécia) e finalmente a besta de dez chifres (Roma). Todas essas características estão incorporadas nesta besta de Apocalipse 13, demonstrando que a Roma papal possuía características do paganismo dos três reinos anteriores que a precederam. Nesses reinos, o paganismo era a religião oficial.
Leopardo, urso e leão são imagens que já vimos em Daniel 7, quando o profeta descreveu a história política do mundo, ainda por vir. Primeiro o leão (Babilônia), depois o urso (Pérsia), a seguir o leopardo (Grécia) e finalmente a besta de dez chifres (Roma). Todas essas características estão incorporadas nesta besta de Apocalipse 13, demonstrando que a Roma papal possuía características do paganismo dos três reinos anteriores que a precederam. Nesses reinos, o paganismo era a religião oficial.
Os quatro reinos - Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma –, no conjunto, possuíam sete cabeças e dez chifres (o leopardo possuía quatro cabeças, cada um dos outros três animais possuíam uma cabeça, e a quarta besta apresentava dez chifres). Ver Daniel 7. Entre os dez chifres da quarta besta (Roma) surgiu um décimo primeiro elemento, o qual a princípio era um “chifre pequeno”, mas que veio a tornar-se um poder perseguidor poderoso e blasfemo.
O dragão dá à besta o seu poder – “A vinda desse iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais e prodígios da mentira” (2Ts 2:9).
Aqui ocorre a transferência do poder do dragão de Roma pagã para a Roma papal. O dragão – o diabo e Satanás (Ap 12:9) – sempre opera por meio de reinos e instituições terrestres. O antigo Egito, por exemplo, foi comparado ao dragão (Ez 29:3). Quer dizer que o poder humano utilizado pelo dragão continuou o mesmo – o Império Romano – havendo tão somente sofrido uma metamorfose do paganismo declarado para o paganismo cristianizado.
Roma papal foi empossada pelo dragão no trono de Roma pagã, na sede do Império Romano, na cidade de Roma. Isso prova ter o dragão dado à besta o seu trono, ou o espaço físico de seu domínio; seu poder representado nas sete cabeças romanas e seu grande poderio ou domínio representado nos dez chifres, ou a Europa.
Roma papal foi empossada pelo dragão no trono de Roma pagã, na sede do Império Romano, na cidade de Roma. Isso prova ter o dragão dado à besta o seu trono, ou o espaço físico de seu domínio; seu poder representado nas sete cabeças romanas e seu grande poderio ou domínio representado nos dez chifres, ou a Europa.
Realmente Constantino deu o seu trono para o papa. O trono dos césares foi deixado vago. Foi nessa vaga que o papado se assentou. Aqui estão as palavras de um escritor católico: “E piedosamente subindo ao trono de César, o vicário de Cristo tomou o cetro diante do qual imperadores e reis da Europa se curvariam em reverência por muitas eras” (American Catholic Quarterly Review, abril de 1911).
Outros imperadores também outorgaram poder ao papado. Passo a passo, o Império Romano (o grande dragão vermelho) deu grande autoridade à igreja (a besta com corpo de leopardo), com o clímax ocorrendo em 538, quando os exércitos do império expulsaram os ostrogodos de Roma, o que iniciou o período de 1.260 anos.
Desse modo, o símbolo da besta representa o papado, que sucedeu o poder, trono e poderio mantidos pelo antigo Império Romano.




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